Fotografar é captar momentos da vida

Um pouco sobre Cartier Bresson:

O grande fotógrafo Cartier Bresson comprou uma Leica com lente normal (50 mm) em 1931, em Marselha. "A Leica é uma extensão do meu olho" diria mais tarde. O anonimato que a Leica lhe  proporcionava foi fundamental ao tipo de trabalho que fazia. Bresson ainda se deu ao trabalho de pintar todos os elementos da Leica de preto para não chamar a atenção das pessoas.

Bresson dizia : "Eu saia pelas ruas o dia todo, como um... caçador, pronto para 'prender a vida'". Ele fotografou em Berlim, Bruxelas, Varsóvia, Praga, Budapest e Madri. Em 1932 conseguiu uma exposição em Nova York, na Julien Levy Gallery. Em 1934, no Mexico, expôs junto com Manuel Alvarez Bravo.

Fotografia de Cartier Bresson

É impressionante a maneira como ele consegue captar o movimento e a dramaticidades das cenas fotografadas. Luminosidade, planos diferentes na mesma fotografia, pessoas, tudo isso em composições brilhantes nos fazem até tentar entender o que se passava naquelas cidades.
Fotografia de Cartier Bresson

Em 1934 Cartier-Bresson conheceu um jovem intelectual e fotógrafo polonês, David Szymin, também conhecido como "Chim". Mais tarde Chim muda seu nome para David Seymour (num jogo de palavras em inglês com see-more, vê mais). Através de Chim, Bresson conheceu um húngaro chamado Endré Friedmann, que mais tarde viria a mudar seu nome para Robert Capa.

Os três montaram um estúdio em Paris e Capa orientava o jovem Bresson que pendia para o surrealismo. "Mantenha suas opções abertas," dizia Capa, "não se apegue a uma só forma de fazer as coisas, mantenha a mente pronta para mudar se for preciso."

Outro post sobre a fotografia de Cartier Bresson:
http://marketing-e-inovacao.blogspot.com.br/2012/03/fotografar-e-treinar-o-olhar-e-o.html

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